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Lanšamento do livro: Entre mulheres - Depoimentos homoafetivos
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  Dúvidas sobre a homossexualidade
   
  O que é homossexualidade?
Homossexualidade, atração sexual e afetiva por pessoas do mesmo sexo, é um tipo de orientação sexual, assim como a heterossexualidade, atração por pessoas de sexo diferente, ou a bissexualidade, atração sexual e afetiva por pessoas de ambos os sexos.
   
  Nossos filhos escolhem ser homossexuais?
Não. A homossexualidade, assim como a heterossexualidade e bissexualidade, é uma condição natural, isto é, não é escolha, opção. O que as pessoas podem escolher é se irão ou não ter comportamentos homossexuais. Uma coisa é a orientação homossexual (desejo, atração física e afetiva), outra é o comportamento homossexual (relações amorosas e/ou sexuais com parceiros do mesmo sexo).
   
  Alguém pode levar nossos filhos à homossexualidade?
Não. A homossexualidade é espontânea, como qualquer tipo de orientação sexual. Ninguém pode levar outra pessoa a ser homossexual, nem heterossexual ou bissexual. E é importante lembrar de que a atitude de um pai ou de uma mãe, seja qual for, não torna um filho gay ou uma filha lésbica.
   
A homossexualidade é uma doença física – neurológica, hormonal – ou psíquica?
Não. A homossexualidade faz parte da diversidade sexual humana e não é doença física, nem problema psicológico. A APA – Associação Americana de Psiquiatria – retirou a homossexualidade do seu Manual de Diagnóstico e Estatística de Distúrbios Mentais em 1973, com base em estudos que demonstravam que a homossexualidade nada mais é do que uma variação possível de manifestação do desejo sexual. No Brasil, em 1985, o Conselho Federal de Medicina passou a não considerar a homossexualidade uma doença mental ou física. Em 1999, foi publicada uma resolução do Conselho Federal de Psicologia que normatizou a conduta dos psicólogos frente à questão: “... os psicólogos não colaborarão com eventos ou serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”. O Conselho, vale repetir, entende que a homossexualidade não é uma doença.
   



É verdade que a homossexualidade tem a ver com mau caráter?
Não. A orientação sexual, heterossexual, homossexual ou bissexual, não tem a ver com o caráter da pessoa. O fato de alguém gostar afetivamente ou sexualmente de uma pessoa do mesmo sexo, ou do sexo oposto, não a tornará mais ou menos honesta, mais ou menos responsável. Tanto os heterossexuais, como homossexuais ou bissexuais podem ser corruptos, ladrões, mentirosos, como podem ser honestos, íntegros, éticos e respeitosos.
   
  Homossexuais são pessoas angustiadas e infelizes?
Não necessariamente. A maior dificuldade que o homossexual enfrenta é a auto-aceitação da sua orientação sexual. Normalmente ele cresce com muito medo de que seu "segredo" seja descoberto, fica angustiado por não saber exatamente o motivo da sua "diferença" e culpado por sentir desejos considerados "não naturais". Além disso, costuma sofrer abusos verbais e emocionais por parte de colegas e das pessoas em geral. É por isso que os homossexuais precisam muito do apoio de seus pais. Sabemos que o índice de suicídios de jovens homossexuais é muito alto. Mas, uma vez que consigam superar essas dificuldades, aceitar sua natureza, criar vínculos com outros homossexuais e se ajustar à sociedade, a maioria dos homossexuais é capaz de desenvolver uma vida plena e satisfatória. Suas dificuldades não são muito diferentes das dos heterossexuais.
   
 

Todos os homossexuais masculinos têm trejeitos femininos e vice-versa?
De forma alguma. O que caracteriza a orientação sexual é a presença da atração por pessoas do mesmo sexo, e só isso. No mais, homossexuais, masculinos e femininos, variam tanto quanto os heterossexuais. Podem ter trejeitos ou não, ser ou não delicados ou masculinizados, gostar de atividades características do seu sexo biológico ou não, ser mais sensíveis ou menos sensíveis, etc. Há homossexuais exercendo todo tipo de atividade profissional e atuando em todas as áreas da sociedade, sem que, muitas vezes, ninguém perceba sua orientação.

   
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